sábado, 17 de julho de 2010

Poema-Ocultos

Ocultos

Como você não pode ver?
Tudo?Respectivamente tudo?
Você não vê em meus olhos?
Você nunca para de falar.
Será que sou a única?
A única que se lembra?
De como eu era antes?
Eu sou a única que sofro?
Eu sou a única que lamenta?
Observo suas palavras,
Você lamenta eu ser quem sou!
A única,sim sou a única
Que ainda tem amor?
Novamente só,
No frio do Outono,
Vazia por dentro,
Sem ar por fora.

Esfriaram meu corpo,
Casaram-me com a morte
Ligaram para dizer "a Deus"
Acharam-me uma incompetente
Por que todos me odeiam?
Não sei...
Explique para mim.
Amanheci só
Morri sozinha,
Amei a dor
Namorei a saudade
Herdei a morte
Esqueci o amor
Cercado por grades
Esquecido por todos
Riram de mim.

Não quero esquecer como é sentir saudades.
Oh!Solidão
Lamento te perder.
Depois de tudo,
Ainda estou aqui.
Meus amores,
Estralhacei com meu choro,
Indignada com a frieza
De um amor vazio.
Nada pode reparar meus erros,
Outra vez sozinha,
Indignada outra vez,
Tirada do amor,
Esquecida pela saudade.

Sou como uma gata sem dono,
Esquecida outra vez,
Escrevendo poemas ocultos,
Vazia como sempre,
Assustada pelo nada,
Nadando em um mar de lama,
Amaldiçoada pela alma,
Sua própia alma.

Geovana da Silva

Nenhum comentário:

Postar um comentário